Artigo publicado em OVALE (@jornalovale)
Em tempos de quarentena, grande parte das empresas está tentando se reinventar para seguir funcionando.
Observamos restaurantes tradicionais trabalhando agora com entrega em domicílio e já estudando uma possível ampliação do atendimento virtual.
Com uma rápida mudança de postura, negócios que aparentemente tinham um apelo menor para a rede mundial de computadores, como a venda de materiais de construção, já alcançam a manutenção de seu faturamento e se preparam para aventurar-se no comércio eletrônico de maneira mais robusta. Dessa vez, sem a necessidade de ampliação do local de exposições ou do estoque, porque as novas ferramentas alteram significativamente a logística do negócio.
Mas, infelizmente, os reflexos positivos dessa necessidade de mudança trazida pela quarentena ainda não é uma realidade para todos. Muitos têm se esforçado para conseguir manter os empregos que gera e honrar seus compromissos.
Além disso, essa nova realidade para os negócios traz novas exigências, como a garantia de direitos e de condições de trabalho adequados para entregadores, motoboys, operadores logísticos, só para citar um exemplo.
Por isso precisamos estar atentos e dispostos para exigir que também o Poder Público faça sua parte, garantindo que os ganhos oriundos da criatividade e disposição do empreendedor se vejam refletidos nas políticas para o setor.
As empresas precisam conseguir cumprir sua função social sem que isso signifique um novo sacrifício de empreendedores e colaboradores. Porque estes têm buscado fazer sua parte, transformando os desafios em oportunidades, certos de que necessidade, dedicação e desejo de fazer diferente são sementes do caminho para a nova normalidade que se florescerá ao final desse período.
Por David Mendes, publicitário, e Luiz Marcelo Santos, advogado
Confira a publicação original em https://sampi.net.br/ovale/noticias/627593/ovale/2020/04/david-mendes-e-luiz-marcelo-santos—semeando-ja-a-nova-normalidade





